segunda-feira, 24 de junho de 2013

Contribuição do Professor Elair Quintanilha da  Fonseca

Boa   tarde!   Colegas  

                 É  com  grande  satisfação  que   estou  enviando  essas  mensagens  em   primeiro   lugar  a    vocês!     Muita   saúde   e   paz para   todos!   
                Quanto   a   minha   experiência  de   leitura  desde   minha   infância  posso  afirmar  que   foi  muito   bom;   fui  alfabetizado   mais   pelos meus    pais   que  incentivavam   e  acompanhavam    o  dia  a   dia.  Minha    professora   foi   excelente  e continua   sendo;   tinha   paciência   e  mandava    tarefas  para   casa   porque  não  ficava  na  sala   de  aula;   passei    para   série   seguinte  seguro    graças  muito   aos   meus  pais.
                Hoje   sou  educador,   Técnico   em   Eletrônica    e  gosto   do  que    faço;    procurando     sempre   valorizar   e   observar    o    que    faço  com    relação    a    educação  .
               Nosso  curso  foi    muito   bom;  mais  experiências    com   os  colegas   para serem  transmitidas   aos   alunos.   Posso   afirmar   que   todos  textos    e   atividades    desenvolvidas  foram  válidas.
              Quanto  ao  nosso   Blog   - Criatividade  e Imaginação  gostei   muito,  temos  que valorizar
  a  leitura  e escrita  diariamente   e  é    através    da   criatividade    e incentivo    que   atingimos     nossos   objetivos.
                Li  todas    as    atividades   do  nosso  grupo,  são   poemas   que   levam   a    refletir sobre  a  aprendizagem    em   sala    de   aula,  temos   que   incentivá-los  a  ler  e  escrever sempre.
                Também   das experiências   de  infância  colocadas   pelas  colegas,  muito   bom;   quanta   coisa   acontece na  nossa   infância   juntamente   com  os    pais e   professores   e    sabemos   que   o   incentivo   dos    pais    ainda    continua   sendo    fundamental   na   vida    dos filhos.
                E   que  a nossa  educação é    um  processo  social,  vamos     reconhecer  sempre!
                Quanto     aos   depoimentos   dos    autores   e   escritores    que    acompanhei    no   site    da  Rede  Catraca, de:  Antonio Candido,  um   escritor    literário    que  afirma   ser  a  leitura      uma   satisfação   básica   do   ser  humano;   O   outro   Newton Mesquita,  afirma   ser  a   leitura   uma   comunhão   com    o     universo,   Danuza Leão,   comenta  ser  uma   jornalista  e   que   ama   a   leitura   desde   sua   infância  e   somente   passou   a   diferenciar   depois   do   convívio   com   os  colegas.  Gilberto   Gil   também   que  comentou   ser   alfabetizado   pela    sua   avó e    que   amou  a música   em     sua    vida,  vê   a   leitura   como    fonte   de   enriquecimento.    Ouvi    também   o comentário  de   uma  funcionária   da  Receita  Federal    que  trabalhou   50  anos   e  agora    passou   a   escrever   poesias     através    da    leitura   e   escrita    afirmando   que   é     muito   bom   e  temos    que    valorizar    em   sala de   aula.

                Quero   também comentar  sobre    a    apresentação   dos   nossos    coordenadores     que   foi   bom  , demonstraram    atenção   com   nossa  turma   procurando   auxiliar  nas  atividades  com  firmeza.                                                                                                                                                                                                                              Na   área   da     educação   quantas  oportunidades   são   oferecidas;   não   podemos    esquecer    de   tudo   o  que   formos  fazer  ,    temos   que planejar   antes  , pois  somos  educadores   e     queremos   atingir     nossos  objetivos  .
                Os  Gêneros   Textuais   são  importantíssimos  ;    temos   que   reconhecer   e    estudar    sempre    para   que   nossos   alunos   entendam   com    segurança, pois    eles    já    vem    com um  conhecimento    com    eles    que   favorece   muito   quando    acolhemos.
                 Temos   que   olhar em   todos    os    ângulos    para   que    ocorra    aprendizagem   em   sala  de   aula.

Canção:     Para   ser     FELIZ

Para  ser    feliz   é   preciso    crer...
É   preciso    crer   nesse    céu   azul  ...
Da   imensidão  ...
È  fazer  das   tristezas    uma    estrela    a   mais...
E   do  pranto   uma   canção...
Há    um    mundo    bem     melhor...
Todo   feito   pra    você...
È  um    mundo   pequenino...
Que   o   Cristo    fez...
Autor:   José   Paulo   Paes

Reflexão:   A     verdadeira    amizade    comunica   Deus


segunda-feira, 17 de junho de 2013

Proposta de uma Sequência Didática (SD) a partir do texto 
“Meu primeiro beijo”, de Antônio Barreto.

Professora Dinora Nunes de Azevedo Uliano
Público Alvo: 9º ano Ensino Fundamental II
Números de aulas estimados: quatro aulas

Objetivo Geral:
Despertar no aluno o gosto pela leitura de um texto literário.

Objetivos Específicos
Com esta Sequência Didática espera-se que aluno:
Desenvolva o gosto pela leitura de textos literários, especialmente o gênero crônica narrativa;
  • Desenvolva a competência leitora;
  • Desenvolva a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
  • Estabeleça relações entre o lido/vivido ou conhecido (conhecimento de mundo);
  • Localize informações explícitas e implícitas dentro do texto;
  • Identifique os elementos que compõe a narrativa.

Conteúdos:

  • Elementos da narrativa;
  • Gênero: Crônica.
  • Materiais necessários:
  • Datashow (para apresentação da vida e obras do autor Antônio Barreto);
  • Cópia do texto “Meu primeiro beijo”, de Antônio Barreto, para cada aluno;
  • Dicionário da Língua Portuguesa.
  • Desenvolvimento:
  • Dispor os alunos em duplas: alunos com menos dificuldades com aqueles que possuem maiores dificuldades de leitura e escrita.

Antes da leitura:
Habilidades a serem contempladas do texto:

  • Antecipação do tema ou ideia principal a partir do exame ou de saliências gráficas;
  • Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto;
  • Explicitação das expectativas de leitura a partir da análise dos índices anteriores;
  • Definição dos objetivos da leitura.


1ª ETAPA: SONDAGEM ORAL.
Perguntar se os alunos já ouviram falar do autor Antônio Barreto. Conhecem alguma obra que ele publicou? E sobre Crônica, já ouviram falar?

A partir desta primeira sondagem, iniciar a aula, apresentando à turma o escritor, bem como o gênero crônica.  Utilizar o datashow para apresentar o autor, algumas de suas obras, principalmente as mais conhecidas, curiosidades, e também o gênero crônica.
Apresentar, também, o texto a ser estudado em sala de aula fazendo as seguintes perguntas aos alunos: Qual será o assunto do texto a partir de seu título?  Quando vocês leem a palavras “Beijo” o qual é a primeira coisa que lhes veem á mente? Quem se lembra do primeiro beijo? Quando, normalmente, acontece o primeiro beijo? As respostas deverão ser registradas na lousa para confrontação com a atividade após a leitura.

Durante a leitura:
Habilidades a serem contempladas durante a leitura:

  • Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas;
  • Localização do tema ou da ideia principal;
  • Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário;
  • Construção do sentido global do texto.

2 ª ETAPA: LEITURA DA CRÔNICA “MEU PRIMEIRO BEIJO”, DE ANTÔNIO BARRETO.
O professor deverá distribuir para cada aluno, uma cópia do texto “Meu primeiro beijo”, de Antônio Barreto. Em seguida ele fará a primeira leitura do texto, sendo o modelo leitor para a classe.
Após a leitura feita pelo professor, este pedirá à classe que se faça uma leitura silenciosa sublinhando as palavras desconhecidas pelos alunos, por exemplo: glicose, metabolismo, perdigotos, albumina, transposto, etc.
O professor deverá perguntar se, após a leitura, as ideias que tinham (os alunos) a respeito do significado do título "Meu primeiro beijo" se mantiveram ou foram alteradas, justificando a resposta.
Distribuir os dicionários para que cada dupla procure o significado das palavras desconhecidas que eles sublinharam e posteriormente, o professor deverá fazer uma correção coletiva destas palavras.
Para finalizar esta etapa, o professor poderá pedir para que dois ou três alunos resumam o texto oralmente, objetivando o sentido geral do texto.

Após a leitura;
 Habilidades a serem contempladas após a leitura:

  • Avaliação crítica do texto;
  • Construção da síntese do texto;
  • Utilização, em função da finalidade da leitura, do registro escrito para melhor compreensão.


3ª ETAPA: ANÁLISE DA CRÔNICA “MEU PRIMEIRO BEIJO”, DE ANTÔNIO BARRETO.
O professor deverá confirmar com a classe se todos estão de posse da compreensão mínima no texto. Caso a resposta seja negativa, o professor deverá fazer outra leitura oral e solicitar que alguns alunos resumam oralmente o texto, principalmente aqueles que, em primeiro momento, disseram não entender o texto lido.
Em seguida, o professor poderá explorar oralmente com a classe os elementos da narrativa: foco narrativo, tempo, espaço e dar enfoque para as personagens perguntando aos alunos quem são os personagens, cenário. Registrar as respostas na lousa para que os alunos copiem no caderno.
Após esta atividade, o professor poderá focar, oralmente, os elementos que constituem uma crônica: fatos cotidianos (“banais”), narrado em 1ª ou em 3ª pessoa no singular, texto curto, uso de um vocabulário variado e expressivo de acordo com a intenção do autor; através das seguintes perguntas:
O texto é narrado em 1ª ou em 3ª pessoa? Como vocês conseguiram chegar a esta resposta?
Qual é o fato do cotidiano, do dia-a-dia, retratado no texto?
A respeito do vocabulário utilizado pelo autor, está adequado ao conteúdo do texto?
Quem seria possivelmente o leitor de um texto com o título “Meu primeiro beijo”?
O que acharam do texto?
Houve identificação com a vida de vocês?

Após esta conversa propor aos alunos um desfecho para a história, já que no texto não fica claro qual o seu desfecho: A seu ver, como terminou essa história?
Para finalizar deve-se fazer uma socialização da atividade anterior, cada dupla relatando o que escreveu.

Avaliação: 
A avaliação será contínua com a participação dos alunos, principalmente na última atividade que é a socialização da escrita feita pela dupla.

Situação de Aprendizagem - 
Texto: Pausa, de Moacyr Sclair.

Professora: Sõnia Cristina de Oliveira Martins
Público alvo: 6º ao 9º ano do Ensino Fundamental II

Recursos: datashow (informações sobre a biografia do autor), cópia do texto Pausa, de Moacyr Sclair.

Objetivos:
Enriquecer o vocabulário.
Analisar o tempo x espaço proposto na narrativa.  

Antes da leitura:
Dividir a classe em duplas ou em trios para atender todas as necessidades da classe, colocando alunos com mais conhecimento com os que tem dificuldades de compreensão.
  Distribuir cópias do texto para ser analisado. Ler em voz alta (professor) e depois os alunos farão uma leitura silenciosa para entender e conhecer o texto.

Habilidades:
Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto.
Definição dos objetivos da leitura.
Antecipação do tema ou ideia principal a partir dos elementos paratextuais, como o título...
 O professor deve iniciar o ANTES da leitura com uma conversa com os alunos:

Você conhece o autor do texto?
Já leu alguma coisa sobre ele?
Você conhece alguma obra deste autor?
Você sabe o que significa a palavra "Pausa"?


DURANTE  A LEITURA 
- TEMPO E ESPAÇO (é para levantar informações sobre tempo e espaço?)
Habilidades:
Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas antes ou durante a leitura.
Localização ou construção do tema ou da ideia principal.
Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário.
1º passo: A primeira leitura deve ser feita pelo professor de forma que este possa  fazer um levantamento de hipóteses, localizar informações, produzir inferências juntamente com os alunos. 

Depois da leitura
Habilidades:
Avaliação crítica do texto.
Construção da síntese semântica do texto.
Utilização, em função da finalidade da leitura, do registro escrito para melhor compreensão.

 2º passo: Compreendendo o texto através de um conversa orientada, pelo professor, com as questões apresentadas abaixo. Após o esclarecimento os alunos deverão redigir em seus cadernos as questões:

1- Você conhece o autor do texto? Já leu alguma coisa sobre ele? Já foi feita anteriormente antes da leitura do texto. Poderia tirar está pergunta!
2- Agora que foi feita a leitura do texto, porque você acha que o título se chama "Pausa"?
3- Sublinhe no texto as palavras que você desconhece.
4- O que Samuel fazia todos os domingos?
5- Como era o lugar que Samuel ia todos os domingos? Descreva-o com elementos do texto?
6- O que significa a expressão "entrou furtivamente", no hotel?
7- Porque o gerente do hotel chama Samuel por Isidoro? Qual é a sua opinião?
8- Samuel chegou ao hotel e foi dormir e sonhou. O que sonhou?
9- Porque Samuel saia de sua casa todos os domingos. Que observação fez o gerente do hotel?
10- Quais palavras ou expressões indicam passagem de tempo? Circule-as.
11- Retire do texto expressões que indicam tempo cronológico e psicológico? Reveja as orientações dadas durante o estudo feito sobre tempo cronológico e psicológico.

 3º passo:

1- Localize as palavras ou expressões que indicam  passagem de tempo no texto e que justifique. Quanto tempo a historia se passa.
2- De acordo com o texto a história se passa em quais locais. Justifique   com passagens do texto?
3- Monte em seu caderno um quadro organizativo sobre o tempo cronológico e tempo psicológico.

Após esse momento de leitura e expressão escrita este mesmo texto será visto em uma situação de estudo gramatical sobre advérbios e outras situações gramaticais de acordo com a necessidade da classe.




           
Análise do Texto
Gênero: Crônica – Avestruz – Mário Prata
Alunos envolvidos: 5º ao 9º ano
Professora: Sônia Cristina de Oliveira Martins

Objetivos
Reconhecer as características do agrupamento tipológico “Narrar” no gênero textual Crônica.
Interpretar textos de acordo com o tema e as características do gênero. Uso do dicionário.

Antes da leitura
  • O professor deverá ir à biblioteca de escola e separar alguns livros que tenham narrativas diversas e inclusive que tenham crônicas, jornais, revistas e outros.
  • Levar os alunos a biblioteca da escola e mostrar os diferentes tipos de leitura para que eles possam analisar. Mostrar aos alunos que os textos de jornais, revistas são diferentes de livros que possuem romances, contos, e vários capítulos dentro de uma mesma história.  Existem também texto em livros, jornais e revistas com pequenas narrativas, que são denominadas como Crônicas.
  • Não se esquecer de reafirmar que o jornal é um meio de expor notícias do cotidiano, atualidades, assim nele é contido vários assuntos, inclusive a crônica.
  • A partir desse ponto, trabalhar as diferenças de gêneros textuais.
  • As questões abaixo você trabalhou oralmente ou como pergunta e resposta?
  • Qual a diferença entre um romance e um conto;
  • Um romance e um texto jornalístico;
  • Uma fabula e uma crônica;
  • Introduzir o assunto “crônica”;
  • Apresentar o texto: Avestruz;
  • Indagar os alunos sobre o que sabem da ave Avestruz;
  • A qual região pertence Florianópolis;
  • Perguntar se conhecem a expressão TPM.


Durante a leitura
  • Dividir a classe em dupla para atender toda à todos, colocando alunos com mais conhecimentos com os que têm dificuldades de compreensão.
  • Distribuir cópias de textos para ser analisados.
  • Ler em voz alta (professor) e depois os alunos farão a leitura silenciosa para adquirir conhecimentos sobre o texto.
  • Marcar as palavras e expressões desconhecidas para procurar significados no dicionário. 

Após a leitura

  • O professor deverá falar sobre os seguintes aspectos da crônica e compreensão do texto.
  • Falar sobre o autor.
  • Apresentar características do gênero – Crônica Narrativa:
  • Poucos personagens por ser uma historia curta; duas ou três personagens; poucos espaços (apartamento – Florianópolis); breve variação temporal (elementos da narrativa).
  • Mostrar aos alunos que é um fato corriqueiro -  caprichos de uma crianças em querer um presente impossível (no caso do garoto) para colocar em um apartamento.
  • Falar que a crônica é narrada de forma simples e que a maneira como é tratada é leve, que aproximar-se mais do dia-a-dia, da forma mais cotidiana de lidar com a realidade.

Compreensão do texto (De forma escrita ou oral)
  • Quem é o autor?
  • O que o menino queria de presente de aniversário?
  • Onde fica Florianópolis?
  • Onde o menino mora? É possível ele criar um avestruz neste local?
  • Descreva um avestruz. Fale de suas características.
  • Você sabe o que é TPM? O que você entende pela expressão: “uma avestruz com TPM é perigosíssima!”
  •  Foi possível realizar o pedido da criança? Comente o fato.
  • O que fez a amiga de sua mãe para convencê-lo a não querer o presente e escolher outro?
  • Qual é o novo presente?
  • Como terminou a crônica?
  • O final do texto foi triste, alegre, teve humor? Comente.
  • Para o estudo do gênero crônica sugerir que os alunos criem um quadro- síntese de seus traços;
  • A crônica deve ser entendida: como gênero textual organizado a partir da tipologia narrativa;
  • A crônica é um texto narrado estruturado com os elementos da narrativa: foco, enredo, personagens, tempo e espaço.
  • E texto curto, que trata de temas cotidianos de forma literária.
  • Desenvolvendo em um tom leve; fácil de ler e entender.


Questões envolvidas
  • Qual é a crônica analisada?
  • O texto pode ser considerado uma crônica?
  • O texto trata de um tema cotidiano? Qual? Como você pode justificar a atualidade do tema?
  • Você considera o texto um tema do cotidiano.


Avaliação
Com base no repertório do aluno, fazer uma sondagem produtiva do gênero Crônica narrativa. (Por exemplo, a dupla desenvolverá uma crônica.)


Situação Aprendizagem
Professora responsável: Sônia Cristina de Oliveira Martins

Análise do Texto

Gênero: Crônica – Avestruz – Mário Prata
Alunos envolvidos: 5º ao 9º ano
Objetivos
  • Reconhecer as características do agrupamento tipológico “Narrar” no gênero textual Crônica.
  • Interpretar textos de acordo com o tema e as características do gênero.
  • Uso do dicionário.
Antes da leitura
     O professor deverá ir à biblioteca de escola e separar alguns livros que tenham narrativas diversas e inclusive que tenham crônicas, jornais, revistas e outros.
     Levar os alunos a biblioteca da escola e mostrar os diferentes tipos de leitura para que eles possam analisar. Mostrar aos alunos que os textos de jornais, revistas são diferentes de livros que possuem romances, contos, e vários capítulos dentro de uma mesma história.  Existem também texto em livros, jornais e revistas com pequenas narrativas, que são denominadas como Crônicas.
     Não se esquecer de reafirmar que o jornal é um meio de expor notícias do cotidiano, atualidades, assim nele é contido vários assuntos, inclusive a crônica.
     A partir desse ponto, trabalhar as diferenças de gêneros textuais.
     As questões abaixo, podem ser trabalhadas oralmente ou como pergunta e resposta.
  • Qual a diferença entre um romance e um conto;
  • Um romance e um texto jornalístico;
  • Uma fabula e uma crônica;
  • Introduzir o assunto “crônica”;
  • Apresentar o texto: Avestruz;
  • Indagar os alunos sobre o que sabem da ave Avestruz;
  • A qual região pertence Florianópolis;
  • Perguntar se conhecem a expressão TPM;

Durante a leitura
            Dividir a classe em dupla para atender toda à todos, colocando alunos com mais conhecimentos com os que têm dificuldades de compreensão.
            Distribuir cópias de textos para ser analisados.
            Ler em voz alta (professor) e depois os alunos farão a leitura silenciosa para adquirir conhecimentos sobre o texto.
            Marcar as palavras e expressões desconhecidas para procurar significados no dicionário.

Após a leitura
O professor deverá falar sobre os seguintes aspectos da crônica e compreensão do texto.
  • Falar sobre o autor.
  • Apresentar características do gênero – Crônica Narrativa:
  • Poucos personagens por ser uma historia curta; duas ou três personagens; poucos espaços (apartamento – Florianópolis); breve variação temporal (elementos da narrativa).
  • Mostrar aos alunos que é um fato corriqueiro -  caprichos de uma crianças em querer um presente impossível (no caso do garoto) para colocar em um apartamento.
  • Falar que a crônica é narrada de forma simples e que a maneira como é tratada é leve, que aproximar-se mais do dia-a-dia, da forma mais cotidiana de lidar com a realidade.

Compreensão do texto (podem ser trabalhada escrita ou oralmente)
  • Quem é o autor?
  • O que o menino queria de presente de aniversário?
  • Onde fica Florianópolis?
  • Onde o menino mora? É possível ele criar um avestruz neste local?
  • Descreva um avestruz. Fale de suas características.
  • Você sabe o que é TPM? O que você entende pela expressão: “uma avestruz com TPM é perigosíssima!”
  •  Foi possível realizar o pedido da criança? Comente o fato.
  • O que fez a amiga de sua mãe para convencê-lo a não querer o presente e escolher outro?
  • Qual é o novo presente?
  • Como terminou a crônica?
  • O final do texto foi triste, alegre, teve humor? Comente.
  • Para o estudo do gênero crônica sugerir que os alunos criem um quadro- síntese de seus traços;
  • A crônica deve ser entendida: como gênero textual organizado a partir da tipologia narrativa;
  • A crônica é um texto narrado estruturado com os elementos da narrativa: foco, enredo, personagens, tempo e espaço.
  • E texto curto, que trata de temas cotidianos de forma literária.
  • Desenvolvendo em um tom leve; fácil de ler e entender.
Questões envolvidas
  • Qual é a crônica analisada?
  • O texto pode ser considerado uma crônica?
  • O texto trata de um tema cotidiano? Qual? Como você pode justificar a atualidade do tema?
  • Você considera o texto um tema do cotidiano.
Avaliação
 Com base no repertório do aluno, fazer uma sondagem produtiva do gênero Crônica narrativa. (Por exemplo, a dupla desenvolverá uma crônica.)

Proposta de uma Sequência Didática  (SD) a partir do texto 
“No aeroporto”, de Carlos Drummond de Andrade

Professora : Dinora Nunes Azevedo Uliano



Público Alvo: 6ºano Ensino Fundamental II
Números de aulas estimados: seis aulas

Objetivo Geral:
  • Despertar no aluno o gosto pela leitura de um texto literário, como por exemplo o gênero crônica.
  • Objetivos Específicos: Com esta Sequência Didática espera-se que aluno:
  • Desenvolva o gosto pela leitura de textos literários, especialmente o gênero crônica;
  • Desenvolva a competência leitora;
  • Desenvolva a sensibilidade estética, a imaginação, a criatividade e o senso crítico;
  • Estabeleça relações entre o lido/vivido ou conhecido (conhecimento de mundo);
  • Perceba as particularidades do gênero Crônica.
  • Conteúdos:
  • Texto literário;
  • Elementos da narrativa;
  • Gênero Crônica.

Materiais necessários:
  • Datashow (para apresentação da vida e obras do autor Carlos Drummond de Andrade e de elementos que fazem parte de um aeroporto);
  • Sala de informática (para pesquisa de uma crônica);
  • Cópia do texto “No aeroporto”, de Carlos Drummond de Andrade , para cada aluno ;
  • Dicionário da Língua Portuguesa.

Desenvolvimento:
Dispor os alunos em duplas: alunos com menos dificuldades com aqueles que possuem maiores dificuldades de leitura e escrita.
Antes da leitura: Habilidades a serem contempladas antes da leitura do texto:
Antecipação do tema ou ideia principal a partir do exame ou de saliências gráficas;
Levantamento do conhecimento prévio sobre o assunto;
Explicitação das expectativas de leitura a partir da análise dos índices anteriores;
Definição dos objetivos da leitura.

1ª ETAPA: SONDAGEM ORAL.
Perguntar se os alunos já ouviram falar do autor Carlos Drummond de Andrade. Conhecem alguma obra que ele publicou? E sobre Crônica, já ouviram falar?

A partir desta primeira sondagem, iniciar a aula, apresentando à turma o escritor, bem como o gênero crônica.  Utilizar o datashow para apresentar o autor, algumas de suas obras, principalmente as mais conhecidas, curiosidades, e também o gênero crônica, a diferença entre um texto literário e um não literário.
Apresentar, também, o texto a ser estudado em sala de aula fazendo as seguintes perguntas aos alunos: Qual será o assunto do texto a partir de seu título?  Quem já foi a um aeroporto? Quem já andou de avião? Quem já viu um avião de perto? O que se faz em um aeroporto? As respostas deverão ser registradas na lousa para confrontação com a atividade após a leitura.

Durante a leitura: Habilidades a serem contempladas durante a leitura:
Confirmação ou retificação das antecipações ou expectativas de sentido criadas;
Localização do tema ou da ideia principal;
Esclarecimento de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário;
Construção do sentido global do texto.

2 ª ETAPA: LEITURA DA CRÔNICA “NO AEROPORTO”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
  • O professor deverá distribuir para cada aluno, uma cópia do texto “No aeroporto”, de Carlos Drummond de Andrade. Em seguida ele fará a primeira leitura do texto, sendo o modelo leitor para a classe.
  • Após a leitura feita pelo professor, este pedirá à classe que se faça uma leitura silenciosa sublinhando as palavras desconhecidas pelos alunos, por exemplo:  galeão, quadrimotor, Bach, puído, etc
  • O professor deverá perguntar se, após a leitura, as ideias que tinham (os alunos) a respeito do significado do título "No aeroporto" se mantiveram ou foram alteradas, justificando a resposta.
  • Distribuir os dicionários para que cada dupla procure o significado das palavras desconhecidas que eles sublinharam e posteriormente, o professor deverá fazer uma correção coletiva destas palavras.
  • Para finalizar esta etapa, o professor poderá pedir para que dois ou três alunos resumam o texto oralmente, objetivando o sentido geral do texto.

Após a leitura; 
  • Habilidades a serem contempladas após a leitura:
  • Avaliação crítica do texto;
  • Construção da síntese do texto;
  • Utilização, em função da finalidade da leitura, do registro escrito para melhor compreensão.


3ª ETAPA: ANÁLISE DA CRÔNICA “NO AEROPORTO”, DE CARLOS DRUMMOND DE ANDRADE.
O professor deverá confirmar com a classe se todos estão de posse da compreensão mínima no texto. Caso a resposta seja negativa, o professor deverá fazer outra leitura oral e solicitar que alguns alunos resumam oralmente o texto, principalmente aqueles que, em primeiro momento, disseram não entender o texto lido.
Em seguida, o professor poderá explorar oralmente com a classe os elementos da narrativa: foco narrativo, tempo, espaço e dar enfoque para as personagens perguntando aos alunos quem são os personagens, quais são as características físicas e psicológicas, quais os hábitos da personagem, e da personagem elemento surpresa da crônica. Registrar as respostas na lousa para que os alunos copiem no caderno.
Após esta atividade, o professor poderá focar, oralmente,  os elementos que constituem uma crônica: fatos cotidianos (“banais”), narrado em 1ª ou em 3ª pessoa no singular, texto curto, uso de um vocabulário variado e expressivo de acordo com a intenção do autor; através das seguintes perguntas:
O texto é narrado em 1ª ou em 3ª pessoa? Como vocês conseguiram chegar a esta resposta?
Qual é o fato do cotidiano , do dia-a-dia, retratado no texto?
A respeito do vocabulário utilizado pelo autor, está adequado ao conteúdo do texto?
Quem seria possivelmente o leitor de um texto com o título “No aeroporto”?
Após esta conversa, pedir aos alunos que elenquem fatos do cotidiano. O professor fará o registro na lousa. A partir desta atividade, o professor poderá levar os alunos até a sala de informática para que eles pesquisem uma crônica tendo como tema algum fato do cotidiano elencado por eles na sala de aula.
Para finalizar deve-se fazer uma socialização da atividade anterior, cada dupla relatando a crônica que pesquisou.

Avaliação:

A avaliação será contínua com a participação dos alunos, principalmente na última atividade que é a socialização de uma crônica pesquisada por eles na sala de informática, focando algum tema elencado em sala de aula.

sexta-feira, 14 de junho de 2013

Situação de aprendizagem com foco na leitura do texto “PAUSA” de Moacyr Scliar
Professora: Maria Aparecida Mendes



O texto “Pausa” foi retirado do livro
“O carnaval dos animais” de Moacyr Scliar. (Porto Alegre, Movimento, 1968 )>
Os contos de Moacyr Scliar usam como ponto de partida sugestões próximas das vivências do escritor e do leitor,  provenientes do cotidiano.

Público alvo 9º ano do Ensino Fundamental
  
Objetivos da leitura:
* Explorar a construção psicológica da personagem.
* Trabalhar questões explícitas/ implícitas a partir dos elementos da narrativa.
* Enriquecer o vocabulário.
* Reconhecer o advérbio como elementos de construção psicológica da personagem.

Organização da classe em duplas, alunos com maiores dificuldades juntos com alunos com menores dificuldades.

Recursos: Data-show com dados biográficos do autor, o portador de textual e cópia do texto para todos os alunos, uso do dicionário.
Leitura será feita primeiramente em voz alta pelo professor, em seguida silenciosamente e finalmente uma leitura compartilhada por toda a classe.


Pausa - Moacyr Scliar
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para o banheiro, fez a barba e lavou-se. Vestiu-se rapidamente e sem ruído. Estava na cozinha, preparando sanduíches, quando a mulher apareceu,bocejando:
— Vais sair de novo, Samuel?
Fez que sim com a cabeça. Embora jovem, tinha a fronte calva; mas as sobrancelhas eram espessas, a barba, embora recém-feita, deixava ainda no rosto uma sombra azulada. O conjunto era uma máscara escura.
— Todos os domingos tu sais cedo — observou a mulher com azedume na voz.
— Temos muito trabalho no escritório — disse o marido, secamente
Ela olhou os sanduíches:
— Por que não vens almoçar?
— Já te disse; muito trabalho. Não há tempo. Levo um lanche.
A mulher coçava a axila esquerda. Antes que voltasse à carga. Samuel pegou o chapéu:
— Volto de noite.
As ruas ainda estavam úmidas de cerração. Samuel tirou o carro da garagem. Guiava vagarosamente; ao longo do cais, olhando os guindastes, as barcaças atracadas. Estacionou o carro numa travessa quieta. Como pacote de sanduíches debaixo do braço, caminhou apressadamente duas quadras. Deteve-se ao chegar a um hotel pequeno e sujo.
Olhou para os lados e entrou furtivamente. Bateu com as chaves do carro no balcão, acordando um homenzinho que dormia sentado numa poltrona rasgada. Era o gerente. Esfregando os olhos, pôs-se de pé:
 - Ah! Seu Isidoro! Chegou mais cedo hoje. Friozinho bom este, não é? A gente...
- Estou com pressa, seu Raul - atalhou Samuel.
- Está bem, não vou atrapalhar. O de sempre. - Estendeu a chave.
Samuel subiu quatro lanços de uma escada vacilante. Ao chegar ao último andar, duas mulheres gordas, de chambre floreado, olharam-no com curiosidade:
- Aqui, meu bem! - uma gritou, e riu; um cacarejo curto.
Ofegante, Samuel entrou no quarto e fechou a porta à chave. Era um aposento pequeno: uma cama de casal, um guarda-roupa de pinho; a um canto, uma bacia cheia d'água, sobre um tripé. Samuel correu as cortinas esfarrapadas, tirou do bolso um despertador de viagem, deu corda e colocou-o na mesinha de cabeceira.
Puxou a colcha e examinou os lençóis com o cenho franzido; com um suspiro, tirou o casaco e os sapatos, afrouxou a gravata.
Sentado na cama, comeu vorazmente quatro sanduíches. Limpou os dedos no papel de embrulho, deitou-se e fechou os olhos.
Dormir.
Em pouco, dormia. Lá embaixo, a cidade começava a mover-se: os automóveis buzinando, os jornaleiros gritando, os sons longínquos.
Um raio de sol filtrou-se pela cortina, estampou um círculo luminoso no chão carcomido.
Samuel dormia; sonhava. Nu, corria por uma planície imensa. Perseguido por um índio montado a cavalo. No quarto abafado ressoava o galope. No planalto da testa, nas colinas do ventre, no vale entre as pernas, corriam. Samuel mexia-se e resmungava. Às duas e meia da tarde sentiu uma dor lancinante nas costas. Sentou-se na cama, os olhos esbugalhados; índio acabara de trespassá-lo com a lança Esvaindo-se em sangue, molhado de suor. Samuel tombou lentamente: ouviu o apito soturno de um vapor. Depois, silêncio.
Às sete horas o despertador tocou. Samuel saltou da cama, correu para a bacia, lavou-se. Vestiu-se rapidamente e saiu. Sentado numa poltrona, o gerente lia uma revista.
- Já vai, seu Isidoro?
 - Já - disse Samuel, entregando a chave. Pagou, conferiu o troco em silêncio.
- Até domingo que vem seu Isidoro - disse o gerente.
- Não sei se virei - respondeu  Samuel, olhando pela porta; a noite caía.
- O senhor diz isto, mas volta sempre - observou o homem, rindo.
Samuel saiu.
Ao longo do cais, guiava lentamente. Parou um instante, ficou olhando os guindastes recortados contra o céu avermelhado. Depois, seguiu. Para casa.

Antes da Leitura
Habilidades: Reprodução do contexto de produção, antecipação ou predição.
Levantamento do conhecimentos  prévio sobre o assunto
  • Quem é o autor do texto?
  • Qual o portador do texto?
  • O título do texto: o que seria uma “pausa”?
  • Em que situação você utiliza a “pausa”?
  • Quando você está em estado de “pausa”?
  • Os alunos deverão enumerar os parágrafos do texto.

Durante a leitura
Habilidades:
Localização da informação implícitas do texto.
Localização ou construção do tema ou ideia principal.
Esclarecimentos de palavras desconhecidas a partir de inferência ou consulta a dicionário,

Acompanhamento da leitura feita pelo professor, grifando as palavras desconhecidas e circulando as que podem ser associadas à palavra “pausa”
O professor fará verificação das atividades propostas, incentivando a associação das palavras desconhecida através do contexto e se necessário consultando o dicionário.
Após o trabalho com as palavras desconhecidas, os alunos farão uma leitura silenciosa para a melhor compreensão geral do texto.
Socialização das palavras que foram circuladas, que estão associadas ao título do texto.

Após a Leitura
Habilidades: 
Avaliação crítica do texto.
Construção da síntese semântica do texto.
Utilização em função da leitura. do registro escrito para melhor compreensão.

Questões escritas

  • Uma narrativa é construída por momentos. Em qual parágrafo do texto houve um rompimento entre a situação inicial de tranqüilidade, para uma situação de conflito, ou seja, o clímax da história?
  • Advérbios são palavras que expressam circunstâncias de: tempo, modo, lugar, etc. Retire do texto advérbios que evidenciam a mudança de comportamento da personagem.
  • Durante a leitura, percebemos pistas de que o personagem possa estar escondendo/ocultando algo. Quais são essas pistas?
  • O professor juntamente com alunos traçaram o perfil psicológico do personagem principal.
  • Se o texto acabasse no 23º, qual a possível interpretação do final da história?
 TEXTO DE APOIO

Cotidiano
Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.
Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.
Todo dia ela diz que é pr'eu me cuidar
E essas coisas que diz toda mulher.
Diz que está me esperando pr'o jantar
E me beija com a boca de café.
Todo dia eu só penso em poder parar;
Meio-dia eu só penso em dizer não,
Depois penso na vida pra levar
E me calo com a boca de feijão.
Seis da tarde, como era de se esperar,
Ela pega e me espera no portão
Diz que está muito louca pra beijar
E me beija com a boca de paixão.
Toda noite ela diz pr'eu não me afastar;
Meia-noite ela jura eterno amor
E me aperta pr'eu quase sufocar
E me morde com a boca de pavor.
Todo dia ela faz tudo sempre igual:
Me sacode às seis horas da manhã,
Me sorri um sorriso pontual
E me beija com a boca de hortelã.


¢ Em que a letra se assemelha com o tema do conto?
¢ As personagens expressam os mesmos sentimentos e atitudes com relação à rotina?  
¢ Como você imagina que seja o ritmo dessa música?
¢ Como se comportam as mulheres?
¢ O ritmo da música alterou o contexto? De que forma?
¢ Como os vídeos confirmam essa mudança contextual?
¢ Quem é e como aparece nos vídeos o marido?
¢ E a mulher é mesma que você imaginou durante a leitura da letra? Em que ela é diferente?  

SUGESTÕES DE TRABALHO COM OUTROS FILMES E LIVROS
¢Metamorfose, de Kafka;
¢Avatar;
¢O efeito borboleta;
¢Em algum lugar do passado;
¢Como se fosse à primeira vez;
¢Click;
¢Um homem de família.